Salvando você da realidade com MELYRA

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Afogados…Novamente!

Não sei como perdi de ter visto isto ao vivo!Os comentários vociferados pelo  pessoal são impagáveis no vídeo… Mas graças às energias do universo existe o YouTube (e um amigo para passar o link certo rs)…

…Uma vez que para quem me conhece sabe bem da minha ligação íntima com rock/metal…E de meu apreço inclusive por suas vertentes sinfônicas… Além de o fato de como eu era apaixonada pela banda Nightwish nos primeiros álbuns em que Tarja Turunen contou nela… (Amo a Floor Jansen também…Mas isto é assunto para outra matéria futura talvez…)

Bom, o que tenho de fato a registrar aqui é que,  depois dos portugueses do Moonspell gravarem uma versão de “Lanterna dos Afogados” – música já um tanto clássica da banda Nacional Paralamas do Sucesso – em seu último álbum 1755, chegou a vez da finlandesa Tarja Turunen tocar a mesma música no Circo Voador, Rio de Janeiro…

De minha parte claro que eu tinha que fazer o registro disto nesta pequena matéria extra! Embora alguns dias atrasada…

Nossa, de repente toda banda européia de metal sinfônico ou afins vai tocar esta música agora? Estou louca para ver uma versão da Floor Jansen agora…rs

Deixo aqui também a versão dos Moonspell…

Lenda Urbana Digital : Slender Man

Todas as épocas possuem suas lendas…O medo do desconhecido sempre foi uma característica inerente ao ser humano, e aparentemente toda informação da era digital e a tendência ao desencantamento das últimas décadas não foi suficiente para acabar totalmente com esta nossa capacidade de fantasiar nossos temores…O caso do Slenderman prova isto…

A lenda do Slender Man é levada tão a sério em alguns lugares que até mesmo crimes já foram cometidos por causa dele.

Em 2014, no estado americano de Wisconsin, por exemplo, duas adolescentes mataram uma colega de escola esfaqueada por acreditarem que o Slender Man mataria suas famílias caso elas são lhe fossem leais.

A história do homem esguio e perverso teria sido contada a elas por uma outra colega. As duas garotas, então, atraíram a vítima que escolheram até um bosque e a esfaquearam 19 vezes.

O caso, aliás, foi retratado no documentário Beware the Slender Man, da HBO. Sem falar das creepy pastas no YouTube e vídeos com áudios tão bem feitos, aos quais realmente não são aconselháveis serem vistos numa madrugada solitária.

Tudo começou como um desafio, em um dos muitos cantos escuros da internet. É mais do que provável que nem mesmo Victor Surge, pseudônimo de Eric Knudsen, acreditasse que a foto-montagem que criou no dia 10 de junho de 2009 para um concurso de edição de imagens assustadoras viria a se tornar um mito e, posteriormente, uma lenda urbana digna do cinema.

No entanto, foi exatamente este o caso da criatura que ficou conhecida como Slender Man, ou o Homem Delgado em tradução livre. Um homem muito alto e muito magro, vestido com um terno preto: uma aparição verdadeiramente espectral digna dos fantasmas do passado, avistados de relance, com o canto do olho, em fotografias antigas ou filmagens danificadas.

Mas o que tornou o Slender Man ainda mais perturbador foram dois elementos-chave: o fato de Knudsen ter inserido a criatura como se ela pairasse sobre a cabeça de um grupo de crianças e de ainda ter forjado relatos perfeitos de encontros entre pessoas e o monstro. Daí, foi apenas um passo para que o Slender Man viralizasse de vez. Inspirado nas obras de mestres do terror como Stephen King e H.P. Lovecraft, o Slender Man rapidamente capitalizou sobre as duas tendências do horror: tanto as narrativas mais clássicas, analógicas, por assim dizer; quanto as modernas, digitais.

Afinal de contas, por mais que tenha nascido através do Photoshop, sua existência foi desenhada para pré-datar a internet – existem paralelos com o Slender Man na Alemanha do século XVI. Com todo o mistério gerado pela fascinante criatura e contando ainda com a facilidade promulgada pelas ferramentas de edição digitais, o Slender Man foi eleito personagem principal das fabulações de inúmeros usuários mundo afora.

Seguindo a deixa de Knudsen, outras pessoas também utilizaram o “Homem Delgado” em suas próprias imagens assustadoras e microcontos de terror. Em pouco tempo, o Slender Man deixou o território mapeado originalmente para habitar outras histórias. E assim como nos mitos de antigamente e nas lendas urbanas, passadas a frente pelas trocas de experiências populares e pelos registros escritos, a criatura protagonista cresceu conforme sua própria mitologia e tomou formas diferentes a cada nova imagem, trama, vídeo caseiro, referência histórica ou adições em geral à lenda original, nascida no fórum Something Awful.

De acordo com as lendas, as presas preferidas do Slender Man são as crianças. Antes de capturá-las e acabar com suas vidas, ele costuma vigiá-las de longe, como é possível notar fotos que, supostamente, mostram o personagem ao fundo,acompanhando suas vítimas em vários momentos.

Em 2012, três anos após seu surgimento, o Slender Man subiu de nível em termos de popularidade com o lançamento de “Slender: The Eight Pages”, jogo online independente que foi baixado por mais de 2 milhões de usuários em seu primeiro mês disponível. A ascensão meteórica anterior também se manteve: não demorou para que o “Homem Delgado” protagonizasse outros games, produzidos por outros desenvolvedores indie e invadisse outras plataformas para além dos PCs, incluindo smartphones e tablets. via GIPHY O fato de não existirem direitos autorais sobre o Slender Man facilitou e muito sua difusão, principalmente quando o personagem ultrapassou a esfera da internet para chegar ao cinema.

Nos anos seguintes ao lançamento de “The Eight Pages” e de sua sequência, “The Arrival”, inúmeras produções de baixo orçamento, frequentemente apoiadas por campanhas de crowdfunding, entraram em fase de desenvolvimento, sendo posteriormente lançadas. O que nos traz mais diretamente ao vindouro longa de terror da Sony: Slender Man – Pesadelo Sem Rosto. Dirigido por Sylvain White (Os Perdedores, The Americans) e estrelado pela nova queridinha da Netflix, a jovem Joey King (A Barraca do Beijo), o filme narra a história de quatro amigas, habitantes de uma cidade pequena dos Estados Unidos, que entram em contato com a lenda do Slender Man.

Aqui, a diferença principal é que o monstro deixa os registros fotográficos e se “moderniza”: acreditando ser apenas uma brincadeira ou um boato, as quatro protagonistas decidem invocar a criatura maléfica através de um vídeo na Internet. E é óbvio que não demora para o pior acontecer com o sequestro de Katie (Annalise Basso). Fazendo uso das tecnologias mais recentes e populares entre os jovens, incluindo aplicativos de celular e plataformas de vídeo, Slender Man – Pesadelo Sem Rosto promete trazer mais uma encarnação do monstro à realidade.

Embora os sites de resenhas cinematográficas afirmem que os cortes de algumas cenas e o exagero no CGI – que aliás tem sido um grande vilão em produções que deveriam ser assustadoras – comprometem a estética do filme e a intenção de gerar medo nos telespectadores.

 
Fontes :

por Renato Furtado no Portal Terra
https://www.terra.com.br/diversao/cinema/adorocinema/do-meme-ao-mito-a-origem-de-slender-man

E

por Renata Medeiros no site Segredos do Mundo  https://segredosdomundo.r7.com/conheca-historia-do-slender-man-lenda-urbana-que-nasceu-nos-eua/

Dia Mundial do Rock … numa Sexta-feira 13

Sem tempo… A vida corrida demais…Eu queria escrever algo mais detalhado, mas terei de fazê-lo ano que vem… Contudo eu não poderia esquecer…Que hoje é Dia Mundial do Rock E Sexta-feira treze…

SIMBOLOGIA DO 13

Muitas teses classificam essa data como sendo negativa em virtude do acontecimento que ocorreu no dia 13 de outubro de 1307. O rei da França, Filipe IV, reverenciou que a ordem dos Cavaleiros era ilegal, então, na data mencionada, em uma sexta-feira, decretou que os membros da ordem deveriam ser perseguidos, presos, torturados, originando assim muitas mortes. (Questão histórica que, na minha opinião, fato gerou o mito da sexta feira treze, a qual aprofundarei em outra oportunidade…)

E sabe-se que há também questões que ligam a sexta-feira treze ao vampirismo nas histórias que citam a data como favorável ao “recrutamento de neófitos”, e falam da ligação do número treze aos Clãs vampíricos…

Sem mencionar que o cineasta José Mojica Marins  – mais conhecido como Zé do Caixão e internacionalmente Coffin Joe – nasceu em uma sexta-feira 13 (embora em março). Não podemos esquecer também da série de filmes thrash mundialmente famosa que consagrou Jason, e leva o nome desta data…

 

SOBRE o NÚMERO 13

Mas… Falando em termos de numerologia, o 13 é formado pelos números 1 e 3. Segundo a ciência que estuda os números e sua influência sobre a vida das pessoas, o número 1 simboliza independência, coragem, originalidade, força, ambição, liderança, criatividade, ousadia, iniciativa, persistência, positividade.  Já o número 3 simboliza autoconfiança, otimismo, comunicação, entusiasmo, sociabilidade, sentimento de leveza perante os desafios da vida. Portanto, os números 1 e 3 gostam de viver livremente, independentes, autoconfiantes, não apreciam seguir regras, não gostam de ser mandados. A soma do 13, ou seja, 1 mais 3 totaliza o número 4, formando assim ideias opostas, pois o 4 na Numerologia simboliza estabilidade por meio de regras, planejamento, disciplina, organização, trabalho. É considerado um número tranquilo, calmo e com planejamento e praticidade, tudo se alcança.

Então, há uma divergência própria entre os números. Enquanto que o 1 e 3 gostam de se arriscar perante os desafios da vida, preferindo o novo, o número 4, não, prefere a estabilidade, segurança. Talvez essas divergências sejam sinônimos de tantos “maus agouros” em que determinadas pessoas acreditam na energia negativa que o número 13 expressa, enquanto outras, acreditam na boa vibração da soma resultando 4, símbolo da força, prosperidade.

Entretanto talvez o segredo seja unir as duas coisas: a questão da coragem, ousadia, criatividade, ambição positiva, independência com planejamento, segurança, estabilidade, organização, trabalho resultando assim, um final da história com sucesso e prosperidade.

A tão temerosa sexta-feira 13, para a Numerologia, nada de negativo se reflete. Mas outras teorias e culturas classificam a positividade do número 13. Na Índia, por exemplo, este número simboliza a prosperidade. Para eles, o número é visto como sagrado, amuleto da sorte. No Norte da Índia, o número 13 é falado como “tera”, palavra que se refere ao Ser Divino.

 

SOBRE O DIA MUNDIAL DO ROCK

Segundo o que pesquisei neste dia, em 1985 ocorreu um festival chamado Live Aid, em Londres e na Filadélfia. Na ocasião, Phill Collins, da banda Genesis, que participou dos dois shows, declarou aquele como o “Dia do Rock”. Ou seja, tal declaração dele teria “legitimado” a data…

O festival foi organizado pelo escocês Midge Ure e pelo vocalista da banca Boomtown Rats, Bob Geldof, que se comoveu com a crise humanitária na Etiópia e resolveu fazer um megaevento com o objetivo de arrecadar fundos para a causa. Isso no tempo que o Rock ainda abraçava estas causas… Hoje este tipo de atitude vai ficando cada vez mais escassa no mundo as guitarras e baixos… Seja por humanidade ou seja por fazer mídia…

Bom, o tal show na Filadélfia ocorreu no estádio JFK e reuniu nomes como The Cars, Tom Petty, Madonna, Duran Duran, Led Zeppelin e Bob Dylan. Na Inglaterra, o concerto ocorreu no estádio Wembley e contou com U2, Paul McCartney, The Who e Queen. No mesmo dia, shows em outros países, como Austrália e Alemanha, foram feitos para apoiar a causa. As apresentações foram transmitidas para cerca de 150 países e alcançaram aproximadamente 2 bilhões de espectadores. E talvez se consolidou ASSIM a questão MUNDIAL da data…

Posterioemente, segundo minha fonte de pesquisa Kid Vinil teria declarado que “Só as rádios rock brasileiras passaram a celebrar a data em meados de 1987.” A partir daí, mais eventos acabaram acontecendo para comemorar, e a coisa foi se espalhando.

“Para os gringos, o Dia do Rock é todo o dia. Aqui tinha que ter um dia, pois infelizmente não somos o país do rock”, comentou Kid Vinil. (Com o que tenho de concordar.) Mas a data não é tão mundial assim. “Nem os americanos nem os ingleses levaram a sério. Só brasileiros e as rádios rock do Brasil, desde aquela época, passaram a considerar esse o Dia do Rock”, explicou à revista Super Interessante há algum tempo o cantor, radialista, compositor ícone oitentista e jornalista Kid Vinil, autor do livro Almanaque do Rock. (Ou seja pessoas, há possibilidade de termos dia mundial do rock SOMENTE AQUI!)

Bom, encerro aproveitando para dizer: NÃO MALTRATEM GATOS PRETOS! Nem hoje nem nunca…Ou qualquer animal de qualquer outra cor! Eles nada têm haver com as superstições e e esquisitices humanas…

 

Fontes pesquisadas para matéria:

Site Super Interessante

Site Márcia Fernandes

Diferentes Monstros que assustam crianças

Estava na internet há alguns dias buscando uma imagem de uma cena que realmente achei incrível no filme mais recente de Jurassick World – esta mesma com a qual fiz questão de ilustrar esta matéria – onde um dinossauro com feitio de criatura horripilante invade o quarto de uma criança… Minha cena favorita da nova franquia desta série, sem dúvidas! Cena bem feita, bem executada, bem climatizada e que nos remete diretamente aos nossos medos mais primitivos, aqueles experimentados na infância e que percebemos que até gostamos de sentir quando chegamos à vida adulta – principalmente se comparados aos temores mais realistas da maturidade.

Então, retomando ao que suscitou esta matéria, ao fazer a busca por tal imagem me deparei com uma lista interessante de monstros que assustam crianças em um site estrangeiro e resolvi traduzir, pois achei-a realmente interessante numa época em que crianças que se assustem com os itens descritos nela me parecem cada vez mais em extinção. O nome original da matéria era “DIFFERENT MONSTERS THAT SCARE CHILDREN”…

E também embora – ao meu ver – a monstruosidade de alguns “monstros” citados me pareça QUESTIONÁVEL : em especial falo de BRUXAS, citadas na lista…E os tais “bonecos” certamente não provocam medo nas crianças de hoje, e me lembraram certos filmes de terror da infância e adolescência  – que talvez nem deveriam ter sido assistidos em tão tenra idade, mas muito mais interessantes que certas coisas atuais, tanto infantis quanto adultas. Achei interessantes os advindos da cultura oriental e hispânica…

Talvez eu faça uma lista semelhante exclusivamente  com alguns da nossa cultura nacional… Que tal? Até porque, alguns deles tendem tanto a sofrerem  infantilização e serem apresentados como inofensivos, que seria interessante vermos suas verdadeiras origens… Enfim… Segue a tradução (com alguns comentários meus entre parênteses)…

Há algo exclusivamente humano sobre nossa necessidade de nos assustarmos. Tanto quanto se sabe, nenhuma outra espécie se esforça para inventar razões para se molhar de medo. As crianças têm as melhores imaginações, é claro, e a lista de coisas que as assusta parece ficar mais longa a cada geração. Quais foram seus maiores medos quando criança? Quais monstros te assustaram mais? Aqui está a nossa lista de 10 monstros diferentes que assustam as crianças:

1. Monstro Debaixo da Cama – É invisível e geralmente não é ouvido, mas sabemos que ele se esconde… logo abaixo do nosso colchão, esperando nossos pés baterem no chão.

2. Monstro do Armário – O mais assustador (SÓ QUE NÃO) dos monstros são os que nunca vemos, mesmo nas fotos. Então esse monstro reinou nos pesadelos das crianças enquanto houver armários nos quartos.

3. Palhaços do mal – O que poderia ser mais aterrorizante do que uma versão demoníaca dessas mascotes e palhaços de circo, o palhaço assassino? Nós confessamos que alguns desses caras, como Pennywise (de IT – a coisa), nos dão realmente muitos arrepios.

4. Bruxas (?) – Claro, claro, nós sabemos. Existem boas bruxas e más bruxas, bons feitiços e feitiços ruins. Tudo o que sabemos é que certas bruxas assustam as crianças (com pais ignorantes ).

5. Zumbis – Eh, esse bando tem até adultos obcecados com sua invasão iminente. Eles estão em toda parte na cultura pop agora – filmes, livros, quadrinhos, videogames. (Que até enjoa!) Eles estão em todos os lugares e continuam chegando. Isso os torna muito, muito assustadores. (Ou só chatos! A menos que fossem mortos vivos que tenham consciência…rsrs Alguns entenderã a piada…rs)

6. Fantoches – Vamos enfrentá-los, mesmo o mais charmoso deles ainda tem pelo menos um pequeno fator de fluência. Crianças (e adultos como nós) têm a tendência de, muitas vezes, criar nossos monstros fora do familiar, como com nossos palhaços acima mencionados. (Este saiu de filmes da década de 80!)

7. Namahage – Deixe para os japoneses incorporar monstros assustadores em sua cultura como forma de treinar seus filhos a se comportarem, trabalharem duro e não serem preguiçosos. Hmmm

8. Cuco – Parece que os japoneses não encurralaram o mercado ao assustar seus jovens. Parece que nossos primos hispânicos também têm um craque na manga, na forma desse lendário bicho-papão. (Me lembrou a nossa CUCA, aqui da cultura tupiniquim…)

9. Bonecos – Eles andam, eles falam; suas cabeças giram e seus olhos seguem você pela sala. Eles são simplesmente assustadores, e alguns deles são maiores do que as próprias crianças. (Chucky disse um “oi”! rsrs Mas NINGUÉM se assutou…)

10. Fantasmas – Às vezes os monstros são mais do que monstros, além de carne e sangue. Às vezes eles nem estão vivos. Não da maneira como pensamos em viver de qualquer maneira. Espíritos, ghouls, poltergeists. Chame-lhes o que você quiser, mas faça o que fizer, não os chame, para que você nunca seja assombrado. (Ao menos que queira fazer contato com um ente querido já desencarnado…Para onde aliás, todos vamos um dia… Ou noite…Cedo ou tarde…)

 

A Idade média narrada por um Vampiro

Interessei-me por este livro ao encontrá-lo por um acaso em um evento literário no final do ano passado onde a editora Luva possuía estande, e após ler sua sinopse achei interessante de modo relevante quando em conversa o editor da obra disse-me que a autora era mestra na área de história, pois imaginei então que ela utilizaria seus estudos para compor bem um personagem vampiro vivendo na época a qual ela estudava.

Bom, ao longo desta resenha demonstrarei como estive certa em minhas deduções acerca de estar diante de uma obra vampiríca que dá à narrativa profundidade histórica como somente uma estudiosa poderia dar, se valendo da longevidade do personagem para abordar fatos reais de modo peculiar na visão subjetiva de alguém que os estaria presenciando de fato.

A “Idade Média Narrada por um Vampiro” abandona clichês já muito utilizados constantemente de forma banal e pueril na cultura pop, e revisita outros mais interessantes, presentes em referências mais antigas, para compor uma história original e ao mesmo tempo com viés clássico.

Contudo possui surpreendente eficácia em ir mais além. Importante ressaltar que para quem procura tramas vampíricas mescladas a romance adolescente não as encontrará neste livro… Mas sim os coliseus, catacumbas e castelos, onde existe a possibilidade de se encantar com uma aventura mais dinâmica em uma história bem mais inteligente sobre o tema, e que confere uma atmosfera focada no vampirismo clássico e ao mesmo tempo uma escrita que o traz de forma repaginada, com pitadas de humor que dão certa leveza à uma história que teria tudo para ter tanta tensão quanto sua capa aparenta.

Contudo tende a se manter bem mais no plano das ideias e da filosofia do que dos dramas normalmente associados à figura do vampiro em outras narrativas que exploram a ideia da eternidade associada à certa melancolia – aqui a vida eterna aparece mais atrelada à curiosidade do protagonista e descobertas feitas pelo mesmo acerca das coisas do mundo e de como ele funciona na época em que vive.

Assim vemos que própria sinopse é composta pela apresentação de seu excêntrico narrador-protagonista, que certamente de melancólico não tem nada:

“Boa noite caros senhores, boa noite caras senhoras. Permitam-me que eu me apresente. Chamo-me Demétrius e sou tão velho quanto me lembro de ser. Demétrius somente. Esqueci o resto do meu nome nas areias de um tempo muito antigo. Eu vi o Império Romano arrojar-se em sua queda e vi a sua destruição. Vi o grande imperador Carlos Magno tornar-se um senhor coroado por um manto de estrelas. Querem saber mais sobre mim? Ouçam a minha história! Eu irei lhes contar a verdadeira história da Idade Média… Coisas que só um vampiro poderia saber.”

…Um vampiro, ou a mente acadêmica que o criou… E a autora de fato inicia a história quando Demétrius, ainda humano, nutre a curiosidade pelos mistérios que rodam um antigo teatro grego abandonado nas proximidades da vila onde ele até então habita…

Então antes de mais nada aviso aos leitores que para ler este livro é necessário que nos preparemos para uma inusitada viagem à média – incluso o início desta, que no imaginário popular tende a ser confundido com a antiguidade…

Refiro-me à época em que os romanos traziam leões da África para espetáculos sangrentos em seu coliseu, quando os primeiros cristãos aparecerem, passando pelas noites ermas nas vilas atacadas pela peste negra e pelos dias em que santo Agostinho ainda caminhava pela terra.

Com uma narrativa que o que tem de sangrenta, tem ainda mais de divertida e notoriamente criativa, utilizando com competência e precisão os conhecimentos da autora e professora acadêmica Marcia Medeiros – adquiridos em seus estudos na área da História Cultural – e dando à história de nosso vampiro um ótimo panorama da era medieval em alguns de seus diferentes momentos históricos – alguns não tão explorados por outras mídias, o que faz a abordagem deste tema ser feita aqui de modo único a não soar como algo já visto antes.

Tais passagens da idade média aparecem vistas de modo peculiar e com uma notória dose de humor através dos olhos do simpático Demétrius e seu relato desde seus últimos momentos como humano e passando por sua vida vampírica, primeiramente ao lado de seu excêntrico criador – que possui um nome bem peculiar e de quem o protagonista herdará sua excentricidade – e posteriormente de outros protetores e desafetos que vai conquistando pelo caminho com o passar dos séculos de sua existência.

Aliás, permitam-me dizer que a diagramação e estética do livro são maravilhosas e bem contextualizadas dentro da temática. Um trabalho artístico realmente relevante tanto na capa, contracapa quanto nas ilustrações, diagramação e aparência das páginas – que nos fazem sentir como se lessemos de fato um “pergaminho antigo sujo de sangue envelhecido pelo tempo”…

Outra informação relevante que convém registrar, pois não me passou despercebido e não passará também a alguns leitores, foram as referências à clãs vampirícos do RPG, onde estes não são mencionados literalmente, mas me pareceram claros na descrição de alguns personagens, e certamente parecerão também aos olhos de quem mais os conhecer… Demétrius e seu criador vampiro, por exemplo, parecem pertencer a um destes clãs, de forma que para leitores que conhecerem “Vampiro: a Máscara” a referência salta loucamente aos olhos.

Em resumo a obra contempla temas como história e filosofia de maneira inteligente e descontraída, e pode ser além de uma grande fonte de conhecimento um livro memorável do ponto de vista estético e certamente leitura obrigatória para todos que apreciam vampirismo clássico ou pretendem se aprofundar no tema, correndo o risco de ser conquistados pelas aventuras e loucuras do “menino curioso” que se tornou vampiro graças à sua curiosidade, e por ela seguirá arranjando outras encrencas pela eternidade Europa à fora.

Halloween…Novo trailer e antigas controvérsias

Quem me conhece sabe meu apreço por alguns filmes de slashers, e o original deste, feito em 1978, é com certeza um deles! Aquele mesmo no qual o diretor teria escolhido a Jamie Lee para ser protagonista por ela ser filha da protagonista do também lendário “Psicose”, segundo o que contam…

…Então acerca do novo trailer acima seguem minhas primeiras impressões:

Com John Carpenter e Debra Hill na ficha técnica, e somente por isto já há motivo para abrir o vinho e comemorar! Veio mesmo IGNORANDO O “Halloween – Vinte anos depois” de 1998, como outros sites já mencionavam ou supunham, apesar de  único melhorzinho da franquia depois do primeiro e do segundo, e apesar das várias cenas saudosistas ao longo de H-20… mas sobre isto nem opino…Não me incomodou, até apreciei…

Me permitam dizer que a senhora Jamie Lee com aquela espingarda no trailer ficou um ARRASO e gostei bastante que eles mencionaram o doutor Lumis, o psiquiatra, sempre esquecido! Pois ele seria o antagonista do Michael na história original.

Por hora ainda não gostei do fato que Laurie – a clássica personagem de Jamie Lee nesta franquia – e Michael Myers não são mais considerados irmãos. Porém vejamos quais serão os argumentos do roteiro… Aliás, sobre esta imagem que encontrei, achei-a um tanto suspeita… Confiram a seguir e tentem dar suas opiniões… Pode não ser nada, mas me deixou com a “pulga atrás da orelha”… Especulações à parte, esperemos para ver.

Uma coisa é certa, de fato sabemos que as pessoas inventaram mesmo isto – como cita uma das falas já no trailer, e achei bem honesto por parte da produção já inserir esta questão no filme, para os fãs de Michael e Laurie como irmãos já irem para o cinema sabendo que não verão isto nas telonas novamente (ou talvez alguns nem irem). Este parentesco na verdade foi uma tendência ditada pelos fãs no ínicio da década de oitenta que o segundo filme junto com H-20 simplesmente seguiram, pois o roteiro do filme de 1978 realmente nunca mencionou isto de fato…Enfim…

Contudo, sobre os filmes mais antigos da série ainda preciso fazer uma ressalva antes de encerrar esta matéria : a versão do DVD mais recente realmente tem uma EDIÇÃO PÉSSIMA! A minha é resgatada de uma VHS bem antiga, que possui outra edição… Pois eles tiraram cenas que eram lentas, porém importantes – como Dr. Lumis se colocando como quem de fato se dedicaria a estudar o caso de Michael ainda criança, custasse o que custasse, e enfrentá-lo se preciso fosse – para colocar cenas de  sexo e drogas que seriam totalmente IRRELEVANTES para o enredo!
As cenas tiradas infelizmente trabalhavam melhor a mitologia do filme. Como por exemplo a desumanidade de Michael, a perseguição dele à Laurie – primeiro como um tipo de stalker – e a rivalidade do Dr.Lumis com ele.
Outra dica importante é que história canônica mesmo acontece somente nos roteiros dos filmes 1, 2 (embora haja muita enrolação neste último, por ele ter tentado “imitar” Sexta feira 13 na época, pois este havia pego a inspiração no Michael para fazer o Jason) e o Halloween- vinte anos depois (H-20)… Mas dá para ir do 1 pro H-20 sem perder nada de muito relevante, logo eu diria que são os dois fundamentais. De resto a cronologia SE PERDE totalmente do 3  ao 6 e também no “Ressurreição”, e no remake doentio do Rob Zombie! Estes eu diria serem totalmente DISPENSÁVEIS! Claro, na minha humilde opinião…

ENTÃO QUE VENHA O HALLOWEEN – QUARENTA ANOS DEPOIS! Ansiosa por ver H-40!