Atmosfera sombria e as vezes dançante com SECRET OF TIME

Capa do álbum da banda

Local de formação: Rio de Janeiro  Capital

Ano de formação: 2014

Membros: Michel RDK e Fábio Ney

Estilo: Synthpop, Goth 80´s, Industrial, Post Punk.

O projeto Secret Of Time surgiu em um ponto de encontro underground do Rio de Janeiro, (a loja de Rock Outside que existe no Meier desde 1997), e mais que uma loja, sempre foi um local de confraternização de diversas tribos para trocar ideias ouvindo musicas.
Michel e Fábio já conheciam o dono da loja desde os anos 90, mas não se conheciam entre si. Então em um mesmo dia que os três estavam na loja, o celular de Michel tocou, e a música tocada despertou a atenção de Fábio que é viciado em música eletrônica, a música em questão era Ultraviolet, do Karl Bartos (ex membro da banda alemã de música eletrônica Kraftwerk).
Em menos de 1 hora de conversa, já sabiam os gostos musicais em comum, artistas como Gary Numan, John Foxx, Front 242, Sisters Of Mercy, Siouxsie etc., além do prazer em produzir e tocar, ambos já vinham de projetos anteriores.
Michel RDK no final dos anos 90 e parte de 00 era membro fundador da Banda chamada Eclipse, e mesmo após o fim da banda e após ter ficado 11 anos sem lançar algo novo, nunca deixou de produzir, pois sempre foi um de seus principais hobbies nas horas vagas.
Fábio Ney na mesma época já discotecava, produzia e tinha outros projetos, um deles chamado Visionary Garden. Então foi assim que formaram uma banda em comum.
A temática nas músicas do Secret Of Time transitam entre o concreto e o abstrato, sempre com uma atmosfera sombria e as vezes dançante, o nome  do projeto remete a ideia de que o tempo esconde e revela segredos e mistérios inimagináveis na vida de cada um… Conheci os membros da banda na loja/point alternativo já citado ao início do texto, quando o frequentava.
Conversei para coletar as informações que agora uso nesta matéria com Michel RDK, que também me passou algumas opiniões sobre o cenário atual do estilo de música alternativa que a Secret Of Time faz, uma vez que não para mim para eles, mas para muitos leitores se trata de um estilo ainda desconhecido. Michel diz que vivemos dois extremos no cenário gótico/eletrônico brasileiro atual, pois nunca tivemos tantos artistas e projetos do gênero como atualmente (segundo opinião dele), que arrisca dizer que isso tudo se dá devido ao avanço tecnológico de que muitos tem acesso hoje em dia – tais como o YouTube usado como fonte de pesquisa musical, possibilitando assim que muitos estilos anteriormente conhecidos somente em algumas partes do mundo cheguem mais rapidamente ao Brasil para aqueles que usam a internet para busca-los. O vocalista da banda Secret Of Time observa que outrora esta oportunidade era um benefício de poucos, e hoje em dia existe acesso mais facilitado inclusive para produzir todo seu material em home studio dependendo do nível técnico do usuário… Contudo ele destaca que um outro lado do extremo é um pouco mais complicado de explicar, pois provém de inúmeros fatores, a começar pelo desinteresse de empresários e estabelecimentos que abracem a música alternativa, onde ele afirma que quem o faz hoje em dia que o faz apenas por amor ao estilo. Assim manter uma cena musical acontecendo fora da mídia se torna uma luta diária, porque embora se tenha o público fiel, se tem o público que embora curta o gênero, curte também outros estilos e tendo mais facilidade e comodidade para encontrar eventos e estabelecimentos desses outros gêneros e migrar para eles. Michel compara a situação usando como metáfora duas festas alternativas da cena carioca que abraçam seu estilo musical, ao dizer “por exemplo não se pode ter uma Goth Box e uma DDK no mesmo dia, pois um dos eventos corre o risco de ficar vazio ou rachado ao meio…”

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A origem Pagã no simbolismo do natal

A maioria nao sabe mas quando falamos de Natal  estamos falando de uma festividade onde sobrevivem ainda os resquícios de suas reais origens pagãs, onde árvores eram enfeitadas no período do festival de YULE, de onde foram herdadas também as guirlandas, castanhas e frutas cristalizadas muito comuns nesta época também entre nós…

Os romanos penduravam máscaras do deus Baco em pinheiros para comemorarem a Saturnália(festa em hora de Saturno, deus da agricultura), celebração que coincidia com a data atual do Natal.

 

Como símbolo do triunfo da vida sobre a morte, os egípcios tinham como tradição transportar folhas de palmeiras para dentro de casa no dia do Solstício de Inverno (21 de Dezembro).

Na cultura celta, os druidas tinham o costume de decorar os carvalhos mais antigos com maçãs douradas para as festividades celebradas durante o Solstício de Inverno.

A Árvore de Natal, por exemplo, decorada com bolas e uma estrela no topo, é uma releitura da antiga Árvore de Yule que os pagãos dos tempos ancestrais decoravam, no intuito de agradecer e atrair abundância, com velas, alimentos, flores, frutas, bolas coloridas, símbolos fálicos relacionados ao Deus e o Pentagrama (substituído pela estrela guia no cristianismo).

As  guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule queimada no fogo (Yule Log), são costumes pagãos. A Árvore de Yule é uma maneira celebrativa de homenagear os elementos, agradecer ao Espírito do local e pedir Sua proteção uma vez que o Inverno em regiões européias era de fato rigoroso nesta época do ano e um período de escassez. Na noite de Yule, é costume acender todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa de acordo com sua cor, cantar e dançar ao seu redor, festejando e honrando os Espíritos da Natureza e o Deus em Sua forma infantil, a Criança da Promessa, que renasce nesse dia. Então, podemos dizer que o “natal pagão” tem um significado completamente diferente do natal civil/cristão, e foi de alguma maneira absorvido por este através da resignificação de vários elementos.

As famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa nessa época para acolher os Espíritos da Natureza para que não sentissem o frio do inverno. Muitíssimo diferente da nossa realidade de calor escaldante na mesma época do ano (infelizmente rs) Isso era amor à Natureza, é hospitalidade, consideração e compaixão, e daí também saiu o costume das confraternizações de final de ano nesta época… Sinos eram colocados nos galhos dessa árvore para o seu embelezamento, os elementais recebiam essas oferendas e retribuíam com vida, saúde e sustento durante o inverno.

Então na atualidade o consumismo desenfreado já se encontra cada vez mais “o dono da festa”, mas apesar disto a árvore de natal ainda possui grande relevância para marcar a data e ainda aparece com um de seus elementos principais para pessoas de quase todas Crenças e ideologias, cada qual adaptando e fazendo – a de seu jeito… Portanto, deixo cá ideias para colocarmos em um dos principais elementos da decoração natalina um toque da nossa personalidade…

FELIZ YULE!

Sites pesquisados:

http://biblioo.info/dez-arvores-de-livros/

http://magiadasbrumas.blogspot.com/2012/12/a-arvore-de-yule.html?m=1

https://www.eusemfronteiras.com.br/curiosidades-sobre-o-natal-dos-bruxos-e-as-origens-pagas-do-natal/

Leitora ou consumidora… Eis a questão!

Book Magic

Leitura ou consumo…

Porque a ideia de “consumir livros” me incomoda?

Na verdade é algo bem simples:

 Tudo o que é consumido SE ACABA,  DESAPARECE… Como quando consumimos um sanduíche, o comemos e ele some, ACABA…  Tal como a humanidade consome a natureza, fazendo-a ir DESAPARECENDO cada vez mais…

Ou um relacionamento onde as partes “se consomem” tende a terminar rápido ou durar apenas uma noite…

Ou ainda quando uma vela – ou qualquer outra coisa, inclusive pessoas – se consome,  ELA ACABA!

Já quando lemos uma história e nos envolvemos com a narrativa creio que o que aconteça Seja EXATAMENTE O CONTRÁRIO…

Tendemos a sempre relembrar  aquela narrativa, falar com outras pessoas  daquelas histórias e seus personagens, relembrar o que aprendemos com eles ou o quanto nos afetam,  recomendar o livro, comentar em eventos e na Internet, entre outras maneiras de PROPAGAR…

E se algo SE PROPAGA de uma ou mais destas maneiras não faz sentido dizer que CONSUMIMOS, pois NÃO SE ACABA! Pois pelo contrário isto SE PERPETUA…

Não importa por quanto tempo, mas não acabou no último virar de página… Logo NÃO FOI CONSUMIDO! Então prefiro usar APRECIAR ou outro verbo que o valha e não consumir, e me orgulho ao me considerar LEITORA e não consumidora!

Michael Myers, o mito

Falta apenas alguns dias para a estreia no Brasil do novo filme da franquia Halloween, que se iniciou em 1978…E lá se vão 40 anos… E muitos fãs aguardam ansiosos por H-40, pois o terror volta a encontrar momento propício, como sugere inclusive o título desta matéria…

Este mês o site Papel Pop publicou um novo vídeo que a Universal, onde define Michael Myers como um mito no universo do filme, um grande BICHO PAPÃO, uma LENDA DO CRIME, usando imagens do original, de 1978, como se fosse uma reportagem de TV mundo do filme — reforçando a ideia de que essa será uma sequência do ORIGINAL, ignorando todas as outras milhares de incursões do personagem no cinema e na TV e no VHS e no DVD.

A Laurie (Jamie Lee Curtis) o chama de MITO no vídeo… Este aqui sim, é mito mesmo… Confiram:

Matéria Original: Thiago Barbola

Subconsciente livre e sem rótulos com MARBAS

Chegando no site mais uma revelação da música alternativa, em  minha viagem pelo mundo da cultura  underground, a qual  apenas vai me presenteando cada vez mais e mais, me levando a conhecer talentos raros e cativantes, mas que não estão mas rádios apesar de sua superioridade e valor musical. A banda de hoje se encaixa em toda esta descrição, com letras próprias brilhantemente viajantes cantadas em português com energia e atitude.

Se trata da banda  Marbas, a qual não possui ainda uma trajetória longa mas com certeza  tem qualidades suficientes para possuir… Dois dos integrantes – baixo d vocal – conheci há três anos em outra banda.

Entrevistei a vocalista Karol Félix, a quem também devemos as letras das músicas que podem ser conferidas nos vídeos ao longo da matéria…Segue a entrevista:

 

§Sobre o nome da banda… Marbas do nome é a mesma da Goetia no ocultismo? Ou haveria outra referência?

Karol Félix: Marbas remete a transformação, cura e achamos que a música pode curar, daí o nome, também por acharmos imponente e forte, remete se a goétia sim…

 

§Quando a banda foi fundada? Em qual município e cidade?

Karol Félix: Foi fundada em Outubro de 2017 no Rio de Janeiro/Pedra de Guaratiba

 

§Quais temáticas principais e inspiração para as músicas?

Karol Félix: Nossas inspirações são bastante ecléticas que não tem apenas influências do rock, porém o rock é um estilo que gostamos bastante de criar em cima…Criar e trabalhar…Nossa mensagem é direcionada á um rock com influências psicodélicas com uma mensagem mais subcosciente, que aborda assuntos cotidianos visto de um ângulo diferente do senso comum… Que mistura bastantes influências de ritmos, dentro e fora do Rock, porém o resultado final é mais classificado como New wave ou alternativo, somos livres, porém não gostamos de trabalhar com rótulos…



§Quais as últimas atividades com a Marbas e outros projetos músicais…?

Karol Félix: eu, vocalista, e o guitarra Wes Rodrigues também participamos de um projeto acústico experimental que se chama Ladra de Banana, no qual temos uma abordagem de trabalho um pouco diferente da Marbas, com públicos bem diferentes… Poderia dizer que é um desafio, mas adoramos essa diversidade musical…

 

Hora de um novo sonho…

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Segundo Notícia publicada por Victor Tadeu no site “Desencaixados.com”, “Sombras do Mundo” ganha continuação e já está em revisão. A citada obra de Daniella Rosa foi publicada pela Ler Editorial em 2015. O livro é uma interessante fantasia, mesclada com romance sobrenatural e recentemente teria tido a revisão da 2a edição concluída. O primeiro volume carrega o subtítulo de “Crenças e Criaturas”, onde os leitores irão acompanhar uma garota entrando na vida adulta enquanto conhece a sua verdadeira identidade e toda uma realidade paralela que para a se desvelar  diante de seus olhos.

A segunda edição de “Sombras do Mundo l — Crenças e Criaturas” ainda não teria a previsão de lançamento, porém a escritora teria afirmado que quando a data for confirmada todo o novo preparo editorial será divulgado. Assim, podemos acreditar que talvez uma nova capa e diagramação podem ser aplicadas nessa edição que está por vir.

Embora esta que vos escreve possa afirmar com veemência que o trabalho artístico da capa original – vide foto – possui uma beleza estética notável, assinada por Jéssica Gomes/Magic Capas. Uma capa de fato muito bonita, apesar de estarmos aqui LONGE daquela máxima de julgar o livro apenas pela capa, uma vez que nos encontramos de fato diante de uma narrativa que é bem mais que isto…

Segundo a fonte do site supracitado, a autora Daniella Rosa também teria confirmado a continuação de “Sombras do Mundo”, na qual o subtítulo será “A Origem do Mal” – inclusive como aparece na última páginas da edição de  2015 do primeiro volume.

Ainda segundo Vitor, este segundo livro estaria sob revisão e a previsão de lançamento estaria marcada para novembro, porém seria lançada primeiramente em ebook e após em versão física, também pela Ler Editorial.

O segundo volume continua a história de Alany, a menina órfã de pais, que está conhecendo a sua verdadeira natureza após tantos anos se sentindo deslocada e ao mesmo tempo, para tal descoberta, corre vários perigos. No primeiro livro somos introduzidos em todo o mundo oculto  criado por Daniella Rosa, onde várias aventuras também são desenvolvidas e cativantes personagens nos são apresentados.

A matéria do “Desencaixados.com” ainda afirma que em “A Origem do Mal” acompanharemos Alany  “à beira do abismo devido ao final de Crenças e Criaturas”. Bom,  encerro esta breve matéria sem saber o que é mais tortuoso para esta que vos escreve (como fã cativa da saga): sonhar com a continuação desta história, a ansiedade da espera, ou por hora ter de encerrar uma matéria sobre este livro SEM poder falar da história e sobre seus personagens mais a fundo… Minha esperança é que chegará hora certa para resolver todos estes dilemas… E que venha “A Origem do Mal”!

Salvando você da realidade com MELYRA

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