Dia Mundial do Rock … numa Sexta-feira 13

Sem tempo… A vida corrida demais…Eu queria escrever algo mais detalhado, mas terei de fazê-lo ano que vem… Contudo eu não poderia esquecer…Que hoje é Dia Mundial do Rock E Sexta-feira treze…

SIMBOLOGIA DO 13

Muitas teses classificam essa data como sendo negativa em virtude do acontecimento que ocorreu no dia 13 de outubro de 1307. O rei da França, Filipe IV, reverenciou que a ordem dos Cavaleiros era ilegal, então, na data mencionada, em uma sexta-feira, decretou que os membros da ordem deveriam ser perseguidos, presos, torturados, originando assim muitas mortes. (Questão histórica que, na minha opinião, fato gerou o mito da sexta feira treze, a qual aprofundarei em outra oportunidade…)

E sabe-se que há também questões que ligam a sexta-feira treze ao vampirismo nas histórias que citam a data como favorável ao “recrutamento de neófitos”, e falam da ligação do número treze aos Clãs vampíricos…

Sem mencionar que o cineasta José Mojica Marins  – mais conhecido como Zé do Caixão e internacionalmente Coffin Joe – nasceu em uma sexta-feira 13 (embora em março). Não podemos esquecer também da série de filmes thrash mundialmente famosa que consagrou Jason, e leva o nome desta data…

 

SOBRE o NÚMERO 13

Mas… Falando em termos de numerologia, o 13 é formado pelos números 1 e 3. Segundo a ciência que estuda os números e sua influência sobre a vida das pessoas, o número 1 simboliza independência, coragem, originalidade, força, ambição, liderança, criatividade, ousadia, iniciativa, persistência, positividade.  Já o número 3 simboliza autoconfiança, otimismo, comunicação, entusiasmo, sociabilidade, sentimento de leveza perante os desafios da vida. Portanto, os números 1 e 3 gostam de viver livremente, independentes, autoconfiantes, não apreciam seguir regras, não gostam de ser mandados. A soma do 13, ou seja, 1 mais 3 totaliza o número 4, formando assim ideias opostas, pois o 4 na Numerologia simboliza estabilidade por meio de regras, planejamento, disciplina, organização, trabalho. É considerado um número tranquilo, calmo e com planejamento e praticidade, tudo se alcança.

Então, há uma divergência própria entre os números. Enquanto que o 1 e 3 gostam de se arriscar perante os desafios da vida, preferindo o novo, o número 4, não, prefere a estabilidade, segurança. Talvez essas divergências sejam sinônimos de tantos “maus agouros” em que determinadas pessoas acreditam na energia negativa que o número 13 expressa, enquanto outras, acreditam na boa vibração da soma resultando 4, símbolo da força, prosperidade.

Entretanto talvez o segredo seja unir as duas coisas: a questão da coragem, ousadia, criatividade, ambição positiva, independência com planejamento, segurança, estabilidade, organização, trabalho resultando assim, um final da história com sucesso e prosperidade.

A tão temerosa sexta-feira 13, para a Numerologia, nada de negativo se reflete. Mas outras teorias e culturas classificam a positividade do número 13. Na Índia, por exemplo, este número simboliza a prosperidade. Para eles, o número é visto como sagrado, amuleto da sorte. No Norte da Índia, o número 13 é falado como “tera”, palavra que se refere ao Ser Divino.

 

SOBRE O DIA MUNDIAL DO ROCK

Segundo o que pesquisei neste dia, em 1985 ocorreu um festival chamado Live Aid, em Londres e na Filadélfia. Na ocasião, Phill Collins, da banda Genesis, que participou dos dois shows, declarou aquele como o “Dia do Rock”. Ou seja, tal declaração dele teria “legitimado” a data…

O festival foi organizado pelo escocês Midge Ure e pelo vocalista da banca Boomtown Rats, Bob Geldof, que se comoveu com a crise humanitária na Etiópia e resolveu fazer um megaevento com o objetivo de arrecadar fundos para a causa. Isso no tempo que o Rock ainda abraçava estas causas… Hoje este tipo de atitude vai ficando cada vez mais escassa no mundo as guitarras e baixos… Seja por humanidade ou seja por fazer mídia…

Bom, o tal show na Filadélfia ocorreu no estádio JFK e reuniu nomes como The Cars, Tom Petty, Madonna, Duran Duran, Led Zeppelin e Bob Dylan. Na Inglaterra, o concerto ocorreu no estádio Wembley e contou com U2, Paul McCartney, The Who e Queen. No mesmo dia, shows em outros países, como Austrália e Alemanha, foram feitos para apoiar a causa. As apresentações foram transmitidas para cerca de 150 países e alcançaram aproximadamente 2 bilhões de espectadores. E talvez se consolidou ASSIM a questão MUNDIAL da data…

Posterioemente, segundo minha fonte de pesquisa Kid Vinil teria declarado que “Só as rádios rock brasileiras passaram a celebrar a data em meados de 1987.” A partir daí, mais eventos acabaram acontecendo para comemorar, e a coisa foi se espalhando.

“Para os gringos, o Dia do Rock é todo o dia. Aqui tinha que ter um dia, pois infelizmente não somos o país do rock”, comentou Kid Vinil. (Com o que tenho de concordar.) Mas a data não é tão mundial assim. “Nem os americanos nem os ingleses levaram a sério. Só brasileiros e as rádios rock do Brasil, desde aquela época, passaram a considerar esse o Dia do Rock”, explicou à revista Super Interessante há algum tempo o cantor, radialista, compositor ícone oitentista e jornalista Kid Vinil, autor do livro Almanaque do Rock. (Ou seja pessoas, há possibilidade de termos dia mundial do rock SOMENTE AQUI!)

Bom, encerro aproveitando para dizer: NÃO MALTRATEM GATOS PRETOS! Nem hoje nem nunca…Ou qualquer animal de qualquer outra cor! Eles nada têm haver com as superstições e e esquisitices humanas…

 

Fontes pesquisadas para matéria:

Site Super Interessante

Site Márcia Fernandes

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Diferentes Monstros que assustam crianças

Estava na internet há alguns dias buscando uma imagem de uma cena que realmente achei incrível no filme mais recente de Jurassick World – esta mesma com a qual fiz questão de ilustrar esta matéria – onde um dinossauro com feitio de criatura horripilante invade o quarto de uma criança… Minha cena favorita da nova franquia desta série, sem dúvidas! Cena bem feita, bem executada, bem climatizada e que nos remete diretamente aos nossos medos mais primitivos, aqueles experimentados na infância e que percebemos que até gostamos de sentir quando chegamos à vida adulta – principalmente se comparados aos temores mais realistas da maturidade.

Então, retomando ao que suscitou esta matéria, ao fazer a busca por tal imagem me deparei com uma lista interessante de monstros que assustam crianças em um site estrangeiro e resolvi traduzir, pois achei-a realmente interessante numa época em que crianças que se assustem com os itens descritos nela me parecem cada vez mais em extinção. O nome original da matéria era “DIFFERENT MONSTERS THAT SCARE CHILDREN”…

E também embora – ao meu ver – a monstruosidade de alguns “monstros” citados me pareça QUESTIONÁVEL : em especial falo de BRUXAS, citadas na lista…E os tais “bonecos” certamente não provocam medo nas crianças de hoje, e me lembraram certos filmes de terror da infância e adolescência  – que talvez nem deveriam ter sido assistidos em tão tenra idade, mas muito mais interessantes que certas coisas atuais, tanto infantis quanto adultas. Achei interessantes os advindos da cultura oriental e hispânica…

Talvez eu faça uma lista semelhante exclusivamente  com alguns da nossa cultura nacional… Que tal? Até porque, alguns deles tendem tanto a sofrerem  infantilização e serem apresentados como inofensivos, que seria interessante vermos suas verdadeiras origens… Enfim… Segue a tradução (com alguns comentários meus entre parênteses)…

Há algo exclusivamente humano sobre nossa necessidade de nos assustarmos. Tanto quanto se sabe, nenhuma outra espécie se esforça para inventar razões para se molhar de medo. As crianças têm as melhores imaginações, é claro, e a lista de coisas que as assusta parece ficar mais longa a cada geração. Quais foram seus maiores medos quando criança? Quais monstros te assustaram mais? Aqui está a nossa lista de 10 monstros diferentes que assustam as crianças:

1. Monstro Debaixo da Cama – É invisível e geralmente não é ouvido, mas sabemos que ele se esconde… logo abaixo do nosso colchão, esperando nossos pés baterem no chão.

2. Monstro do Armário – O mais assustador (SÓ QUE NÃO) dos monstros são os que nunca vemos, mesmo nas fotos. Então esse monstro reinou nos pesadelos das crianças enquanto houver armários nos quartos.

3. Palhaços do mal – O que poderia ser mais aterrorizante do que uma versão demoníaca dessas mascotes e palhaços de circo, o palhaço assassino? Nós confessamos que alguns desses caras, como Pennywise (de IT – a coisa), nos dão realmente muitos arrepios.

4. Bruxas (?) – Claro, claro, nós sabemos. Existem boas bruxas e más bruxas, bons feitiços e feitiços ruins. Tudo o que sabemos é que certas bruxas assustam as crianças (com pais ignorantes ).

5. Zumbis – Eh, esse bando tem até adultos obcecados com sua invasão iminente. Eles estão em toda parte na cultura pop agora – filmes, livros, quadrinhos, videogames. (Que até enjoa!) Eles estão em todos os lugares e continuam chegando. Isso os torna muito, muito assustadores. (Ou só chatos! A menos que fossem mortos vivos que tenham consciência…rsrs Alguns entenderã a piada…rs)

6. Fantoches – Vamos enfrentá-los, mesmo o mais charmoso deles ainda tem pelo menos um pequeno fator de fluência. Crianças (e adultos como nós) têm a tendência de, muitas vezes, criar nossos monstros fora do familiar, como com nossos palhaços acima mencionados. (Este saiu de filmes da década de 80!)

7. Namahage – Deixe para os japoneses incorporar monstros assustadores em sua cultura como forma de treinar seus filhos a se comportarem, trabalharem duro e não serem preguiçosos. Hmmm

8. Cuco – Parece que os japoneses não encurralaram o mercado ao assustar seus jovens. Parece que nossos primos hispânicos também têm um craque na manga, na forma desse lendário bicho-papão. (Me lembrou a nossa CUCA, aqui da cultura tupiniquim…)

9. Bonecos – Eles andam, eles falam; suas cabeças giram e seus olhos seguem você pela sala. Eles são simplesmente assustadores, e alguns deles são maiores do que as próprias crianças. (Chucky disse um “oi”! rsrs Mas NINGUÉM se assutou…)

10. Fantasmas – Às vezes os monstros são mais do que monstros, além de carne e sangue. Às vezes eles nem estão vivos. Não da maneira como pensamos em viver de qualquer maneira. Espíritos, ghouls, poltergeists. Chame-lhes o que você quiser, mas faça o que fizer, não os chame, para que você nunca seja assombrado. (Ao menos que queira fazer contato com um ente querido já desencarnado…Para onde aliás, todos vamos um dia… Ou noite…Cedo ou tarde…)

 

A Idade média narrada por um Vampiro

Interessei-me por este livro ao encontrá-lo por um acaso em um evento literário no final do ano passado onde a editora Luva possuía estande, e após ler sua sinopse achei interessante de modo relevante quando em conversa o editor da obra disse-me que a autora era mestra na área de história, pois imaginei então que ela utilizaria seus estudos para compor bem um personagem vampiro vivendo na época a qual ela estudava.

Bom, ao longo desta resenha demonstrarei como estive certa em minhas deduções acerca de estar diante de uma obra vampiríca que dá à narrativa profundidade histórica como somente uma estudiosa poderia dar, se valendo da longevidade do personagem para abordar fatos reais de modo peculiar na visão subjetiva de alguém que os estaria presenciando de fato.

A “Idade Média Narrada por um Vampiro” abandona clichês já muito utilizados constantemente de forma banal e pueril na cultura pop, e revisita outros mais interessantes, presentes em referências mais antigas, para compor uma história original e ao mesmo tempo com viés clássico.

Contudo possui surpreendente eficácia em ir mais além. Importante ressaltar que para quem procura tramas vampíricas mescladas a romance adolescente não as encontrará neste livro… Mas sim os coliseus, catacumbas e castelos, onde existe a possibilidade de se encantar com uma aventura mais dinâmica em uma história bem mais inteligente sobre o tema, e que confere uma atmosfera focada no vampirismo clássico e ao mesmo tempo uma escrita que o traz de forma repaginada, com pitadas de humor que dão certa leveza à uma história que teria tudo para ter tanta tensão quanto sua capa aparenta.

Contudo tende a se manter bem mais no plano das ideias e da filosofia do que dos dramas normalmente associados à figura do vampiro em outras narrativas que exploram a ideia da eternidade associada à certa melancolia – aqui a vida eterna aparece mais atrelada à curiosidade do protagonista e descobertas feitas pelo mesmo acerca das coisas do mundo e de como ele funciona na época em que vive.

Assim vemos que própria sinopse é composta pela apresentação de seu excêntrico narrador-protagonista, que certamente de melancólico não tem nada:

“Boa noite caros senhores, boa noite caras senhoras. Permitam-me que eu me apresente. Chamo-me Demétrius e sou tão velho quanto me lembro de ser. Demétrius somente. Esqueci o resto do meu nome nas areias de um tempo muito antigo. Eu vi o Império Romano arrojar-se em sua queda e vi a sua destruição. Vi o grande imperador Carlos Magno tornar-se um senhor coroado por um manto de estrelas. Querem saber mais sobre mim? Ouçam a minha história! Eu irei lhes contar a verdadeira história da Idade Média… Coisas que só um vampiro poderia saber.”

…Um vampiro, ou a mente acadêmica que o criou… E a autora de fato inicia a história quando Demétrius, ainda humano, nutre a curiosidade pelos mistérios que rodam um antigo teatro grego abandonado nas proximidades da vila onde ele até então habita…

Então antes de mais nada aviso aos leitores que para ler este livro é necessário que nos preparemos para uma inusitada viagem à média – incluso o início desta, que no imaginário popular tende a ser confundido com a antiguidade…

Refiro-me à época em que os romanos traziam leões da África para espetáculos sangrentos em seu coliseu, quando os primeiros cristãos aparecerem, passando pelas noites ermas nas vilas atacadas pela peste negra e pelos dias em que santo Agostinho ainda caminhava pela terra.

Com uma narrativa que o que tem de sangrenta, tem ainda mais de divertida e notoriamente criativa, utilizando com competência e precisão os conhecimentos da autora e professora acadêmica Marcia Medeiros – adquiridos em seus estudos na área da História Cultural – e dando à história de nosso vampiro um ótimo panorama da era medieval em alguns de seus diferentes momentos históricos – alguns não tão explorados por outras mídias, o que faz a abordagem deste tema ser feita aqui de modo único a não soar como algo já visto antes.

Tais passagens da idade média aparecem vistas de modo peculiar e com uma notória dose de humor através dos olhos do simpático Demétrius e seu relato desde seus últimos momentos como humano e passando por sua vida vampírica, primeiramente ao lado de seu excêntrico criador – que possui um nome bem peculiar e de quem o protagonista herdará sua excentricidade – e posteriormente de outros protetores e desafetos que vai conquistando pelo caminho com o passar dos séculos de sua existência.

Aliás, permitam-me dizer que a diagramação e estética do livro são maravilhosas e bem contextualizadas dentro da temática. Um trabalho artístico realmente relevante tanto na capa, contracapa quanto nas ilustrações, diagramação e aparência das páginas – que nos fazem sentir como se lessemos de fato um “pergaminho antigo sujo de sangue envelhecido pelo tempo”…

Outra informação relevante que convém registrar, pois não me passou despercebido e não passará também a alguns leitores, foram as referências à clãs vampirícos do RPG, onde estes não são mencionados literalmente, mas me pareceram claros na descrição de alguns personagens, e certamente parecerão também aos olhos de quem mais os conhecer… Demétrius e seu criador vampiro, por exemplo, parecem pertencer a um destes clãs, de forma que para leitores que conhecerem “Vampiro: a Máscara” a referência salta loucamente aos olhos.

Em resumo a obra contempla temas como história e filosofia de maneira inteligente e descontraída, e pode ser além de uma grande fonte de conhecimento um livro memorável do ponto de vista estético e certamente leitura obrigatória para todos que apreciam vampirismo clássico ou pretendem se aprofundar no tema, correndo o risco de ser conquistados pelas aventuras e loucuras do “menino curioso” que se tornou vampiro graças à sua curiosidade, e por ela seguirá arranjando outras encrencas pela eternidade Europa à fora.

Halloween…Novo trailer e antigas controvérsias

Quem me conhece sabe meu apreço por alguns filmes de slashers, e o original deste, feito em 1978, é com certeza um deles! Aquele mesmo no qual o diretor teria escolhido a Jamie Lee para ser protagonista por ela ser filha da protagonista do também lendário “Psicose”, segundo o que contam…

…Então acerca do novo trailer acima seguem minhas primeiras impressões:

Com John Carpenter e Debra Hill na ficha técnica, e somente por isto já há motivo para abrir o vinho e comemorar! Veio mesmo IGNORANDO O “Halloween – Vinte anos depois” de 1998, como outros sites já mencionavam ou supunham, apesar de  único melhorzinho da franquia depois do primeiro e do segundo, e apesar das várias cenas saudosistas ao longo de H-20… mas sobre isto nem opino…Não me incomodou, até apreciei…

Me permitam dizer que a senhora Jamie Lee com aquela espingarda no trailer ficou um ARRASO e gostei bastante que eles mencionaram o doutor Lumis, o psiquiatra, sempre esquecido! Pois ele seria o antagonista do Michael na história original.

Por hora ainda não gostei do fato que Laurie – a clássica personagem de Jamie Lee nesta franquia – e Michael Myers não são mais considerados irmãos. Porém vejamos quais serão os argumentos do roteiro… Aliás, sobre esta imagem que encontrei, achei-a um tanto suspeita… Confiram a seguir e tentem dar suas opiniões… Pode não ser nada, mas me deixou com a “pulga atrás da orelha”… Especulações à parte, esperemos para ver.

Uma coisa é certa, de fato sabemos que as pessoas inventaram mesmo isto – como cita uma das falas já no trailer, e achei bem honesto por parte da produção já inserir esta questão no filme, para os fãs de Michael e Laurie como irmãos já irem para o cinema sabendo que não verão isto nas telonas novamente (ou talvez alguns nem irem). Este parentesco na verdade foi uma tendência ditada pelos fãs no ínicio da década de oitenta que o segundo filme junto com H-20 simplesmente seguiram, pois o roteiro do filme de 1978 realmente nunca mencionou isto de fato…Enfim…

Contudo, sobre os filmes mais antigos da série ainda preciso fazer uma ressalva antes de encerrar esta matéria : a versão do DVD mais recente realmente tem uma EDIÇÃO PÉSSIMA! A minha é resgatada de uma VHS bem antiga, que possui outra edição… Pois eles tiraram cenas que eram lentas, porém importantes – como Dr. Lumis se colocando como quem de fato se dedicaria a estudar o caso de Michael ainda criança, custasse o que custasse, e enfrentá-lo se preciso fosse – para colocar cenas de  sexo e drogas que seriam totalmente IRRELEVANTES para o enredo!
As cenas tiradas infelizmente trabalhavam melhor a mitologia do filme. Como por exemplo a desumanidade de Michael, a perseguição dele à Laurie – primeiro como um tipo de stalker – e a rivalidade do Dr.Lumis com ele.
Outra dica importante é que história canônica mesmo acontece somente nos roteiros dos filmes 1, 2 (embora haja muita enrolação neste último, por ele ter tentado “imitar” Sexta feira 13 na época, pois este havia pego a inspiração no Michael para fazer o Jason) e o Halloween- vinte anos depois (H-20)… Mas dá para ir do 1 pro H-20 sem perder nada de muito relevante, logo eu diria que são os dois fundamentais. De resto a cronologia SE PERDE totalmente do 3  ao 6 e também no “Ressurreição”, e no remake doentio do Rob Zombie! Estes eu diria serem totalmente DISPENSÁVEIS! Claro, na minha humilde opinião…

ENTÃO QUE VENHA O HALLOWEEN – QUARENTA ANOS DEPOIS! Ansiosa por ver H-40!

Valentine – uma metáfora perfeita do dia dos namorados

Minha proposta aqui é falar de um filme de terror clássico, contudo de um modo menos superficial, indo mais a fundo e além das mortes e do sangue – apesar de serem estes elementos fundamentais e aclamados pelos fãs de tramas neste estilo. Contudo me proponho a analisar o que as ironias, críticas e entrelinhas da produção me pareceram dizer, a qual pode ou nao ser a interpretação de outras pessoas ou a intenção de roteiristas e direção… Bom, dito isso começarei com a sinopse (encontrada em outros sites) e darei minha interpretação do filme em si…

Um assassino vingativo transforma o ‘Dia dos namorados’ num dia de terror. Corações partidos e outras feridas mortais esperam um elenco de jovens estrelas quando eles atuam como veteranos que morrem por amor, nesse suspense de humor negro, dirigido por Jamie Blanks (de Lenda Urbana, e isto em si já explica muita coisa com relação à genialidade nas ironias da trama), e estrelado por David Boreanaz (que na época estrelava também a série Angel), Denise Richards (de Garotas Selvagens), Marley Shelton (de Procura-se Uma Noiva), Katherine Heigl (de A noiva de Chucky).

O ano da produção foi 2001. “O Dia do Terror” – versão brasileira de título PÉSSIMA ao meu ver – começa na pré-adolescência de uma turma de colégio, num baile, em que um garoto magrelo e de óculos tenta tirar para dançar as garotas bonitas da festa, provocando risos nas meninas e brincadeiras malévolas nos meninos tiradores de sarro. Corte rápido para a pós-adolescência, e a sangria vai começar. O ex-magrelo de óculos agora usa uma máscara de cupido e manda cartões de amor macabros antes de flechar mortalmente as universitárias, solteiras e disponíveis, aquelas mesmas que o rejeitaram nos tempos de colégio.

Agora assim, segue meu ponto de vista: sei que há quem o achasse na época um filme tolo, ou somente mais um “oportunista” que acompanhava a moda de “Pânico” sendo um de seus genéricos ou tentativas de seguir sua fórmula… MAS EU SEMPRE VI MUITO MAIS QUE ISTO NESTE FILME, desde que o vi pela primeira vez, e confesso que ele é programa constante para mim nesta época do ano quer eu esteja solteira ou não.

Bom, e qual a minha ideia de Valentine ser uma metáfora perfeita do que a data em si representa…? Data aliás que lá nos EUA não corresponde ao nosso 12 de junho, sendo celebrada em outro mês… Minha questão aqui é sinalizar o quanto a data (como outras, tais como o Natal, por exemplo) vem se tornando a cada ano mais fútil, e como ela sempre atua como algo que impõe um padrão de comportamento PREDETERMINADO e socialmente EXCLUI qualquer um que não se encaixe neste padrão superficial ou simplesmente não deseje segui-lo… E apenas pela sinopse a qual mencionei nos parágrafos anteriores desta matéria já podemos notar aspectos deste padrão versus exclusão.

Logo de início se nota que o plano de fundo da trama é a coisa dos “padrões perfeitos” versus rejeição a quem “está fora deles”… Onde nós salta aos olhos Jeramy Melton, o futuro “assassino vingativo”, como esquisitão rejeitado na escola e Dorothy, como ela mesma coloca em dado momento do filme, já em sua vida adulta, “a garota gorda” e todos atributos pejorativos que isto carrega na sociedade americana (a nossa)… Isso fora também ao preconceito que se mostra porque ambos estão sozinhos no baile…

Na passagem dos anos o menino rejeitado arma uma vingança e vai atrás de todas que o rejeitaram naquele baile de Dia dos Namorados do Colegial… Ao mesmo tempo se vê ao longo do filme que nas vésperas do dia dos namorados todo mundo busca desesperadamente arranjar alguém, quem não importa muito… Isto aparece das formas mais estúpidas e americanoides existentes na época (2001): um encontro com um cara atraente até que se perceba ser literalmente um “nojento doentio” – algo que aliás, acontece BASTANTE ainda nos dias de hoje (aliás, tinder e whatsapp deram um “oi”), os restaurantes de “bate papo com rodízio de 30 segundos”, vídeos de “promova-se para relacionamento”, conversas sobre relacionamentos mentirosos na internet e outras frivolidades ridículas constantemente naturalizadas na sociedade

Ou seja, ainda é o “baile” em que ninguém quer estar sozinho custe o que custar… E alguns tipos de relacionamentos frustrados – parte bem realista no decorrer filme –  também são mostrados, como o casal aparentemente perfeito, mas o cara é alcoolatra. O casal quente mas o cara quer colocar uma terceira pessoa e isto magoa a garota. A garota sexy e aparentemente perfeita, Page, que vive atraindo um canalha atrás do outro – e aliás não me passou despercebido quando ela se queixa de o detetive do caso a assediar e uma da amigas não levar a sério… Ou seja, nosso moralismo hipócrita de cada dia, representando a máxima de “se a garota é ‘sensual’ e está disponível ela ‘pediu’ pelo assédio, então não tem direito a cobrar respeito”.

Continuando a lista de relações frustradas temos a garota rica com baixa autoestima que é alvo de espertalhão interesseiro… E aqui aparece uma Dorothy na vida adulta que – a despeito de uma vida materialmente confortável – nunca conseguiu se livrar do estigma social de seu peso, sofrendo inclusive humilhações em casa por isto, e sendo usada por um gigolô que apenas se faz de bom moço apaixonado para se aproveitar de sua carência e conseguir tirar dinheiro dela… Como aliás o filme deixa claro que ele já havia feito anteriormente com outra mulher, independentemente do formato de seu corpo. O que me passa uma referência ao fato de que não importa o quão bem sucedida uma mulher seja, ela sempre estará vulnerável em nossa sociedade, principalmente se deixar que sentimentos comandem suas decisões.

Ou seja, deixa claro que quer seja você tida como linda e sexy, ou inteligente, ou gordinha e alvo de preconceito, ou considerada bonita engraçada ou qualquer outro estereótipo com o qual comumente se “classificam” mulheres, VAI SE FERRAR NO AMOR EM ALGUM MOMENTO… Ou nas armadilhas socialmente dadas para se chegar à ele, se o colocar como algo que tenha uma importância muito grande em comparação a outras buscas mais necessárias no cotidiano ou ao longo da vida, como as personagens mencionadas.

“Meu amor por você cresce como o sangue no teu pescoço…”

Algo absurdamente criativo são os cartões com mensagens ao mesmo tempo românticas ao mesmo tempo de MORTE, e eu poderia destacar o caráter metafórico do amor e do ódio andando sempre juntos nisto, mas não quero me prolongar ainda mais agora…. Então por fim, mesmo após conseguir sua vingança o rejeitado Jeremy (que nos dias de adulto já se tornou também adaptado ao padrão) parece perceber que o estigma que o motivou aos crimes sempre irá acompanhá-lo da mesma maneira, pois ser aparentemente “aceito” ainda não é o bastante (parafraseando o mesmo) e o que a data em si representa é a busca (quase) obsessiva por esta aceitação encarada como algo “natural” em nossa sociedade, quando o filme foi feito e até os dias de hoje…

Bom…Happy Valentine for All! Ou simplesmente feliz dia dos namorados! E procurem não morrer neste dia… Seja literalmente, seja de desgosto, ou de tédio nas filas dos restaurantes e motéis…rs

Um clássico nunca morre! (só morrem NELE rsrs)

Portanto Valentine é uma Perfeita metáfora do que a data REALMENTE representa!

Assistam, analisem e concordem! Segue o trailer…

Ana Maria Gonçalves: um dos meus referenciais na criação literária

Bom, este ano felizmente meu arcabouço para falar de autoras nacionais nos últimos anos tem aumentado significativamente e me orgulho dizer que já conheci muitas autoras nacionais – inclusive pessoalmente – podendo repassar uma lista relevante delas, principalmente as ainda desconhecidas das mídias literárias e assim não tão famosas… E talvez algum dia eu ainda escreva sobre algumas delas aqui.

Então por hora falarei primeiramente de uma autora nacional conhecida que passei a de fato admirar neste último ano – Ana Maria Gonçalves. Uma autora nascida em 1970 em Ibiá, Minas Gerais. Publicitária por formação, residiu em São Paulo por treze anos até se cansar do ritmo intenso da cidade e da profissão. Em viagem à Bahia, encantou-se com a Ilha de Itaparica, onde fixou moradia por cinco anos e descobriu sua veia de ficcionista, passando a se dedicar integralmente à literatura e ao multifacetado universo cultural da diáspora africana nas Américas.

Passei a ter por tal autora muita estima não apenas porque a conheci num evento – onde consegui uma das fotos que ilustra este artigo – mas também pela escuta que pessoalmente me ofereceu, e por tudo o que ela havia dito durante a palestra que lá assisti acerca de seu próprio processo de criação literária e sua relação pessoal com as personagens criadas em seu mais famoso romance – “Um  Defeito de Cor”.

O citado livro levou anos para ser escrito e cerca de uma década para consagrá-la, tornando a autora um grande nome no ramo com uma só grande obra ao longo de uma década, tal qual uma única e valiosa pérola – o que se torna cada vez mais raro num mercado literário que cada vez mais se preocupa com um produtivismo serial colocando à margem o valor estético do que produz. Ao qual esta quem vos fala, e sua essência diletante, jamais deixam passar despercebido em uma história, seja esta qual for.

Apesar de sua fama Ana Maria me pareceu de fato bem acessível pessoalmente, bem mais que certos outros autores nacionais que se acham deuses e menosprezam fãs e autores sem fama quase que por hábito, vivendo de dissertar repetitivamente em eventos acerca das diferenças técnicas e bancárias entre “grandes e pequenos”, segundo eles.  E podemos dizer que A supracitada certamente é uma das poucas pessoas GRANDES na literatura do BR que escrevem de fato com alma e algum sentimento real pelo que cria! Ao menos pelo que me pareceu…

E, por mais que as técnicas tenham sua importância, sem envolvimento pode-se até construir best-sellers e produtos bastante rentáveis… Mas assim os livros tornam-se apenas isto: produtos; e não histórias realmente marcantes, das quais ainda se falarão daqui a décadas como a literatura sempre se constituiu. Por isto exatamente passei a admirar Ana Maria e buscar nela um referencial na literatura da atualidade, ainda que de fato meu estilo e temática de escrita sejam bem diferentes do dela…

Possui, portanto, certa relevância citar aqui o fato de que meu universo literário costuma girar sempre em torno de temáticas com tramas que destacam o sobrenatural, misticismo, mistério, ou universos fantasiosos totalmente alheios à realidade, além de poesias, algumas distopias clássicas e estudos filosóficos e comportamentais que me permitem analisar e criticar a vida cotidiana.

Contudo ao conhecer Ana Maria o trabalho dela certamente se tornou uma rara exceção para minhas inclinações e mereceu destaque suficiente para abrir uma brecha em minhas preferências habituais, as quais eu cito aqui como demonstração pessoal do que a qualidade do trabalho desta autora foi capaz: tirar alguém como eu de meus marcados refúgios ou ditas “zonas de conforto”.

 “Um Defeito de Cor”, lançado em 2006 recebeu em 2007 o Prêmio Casa de Las Américas. A história misturava fatos reais da história com ficção para contar a trajetória de Kehinde, capturada na África ainda na infância e escravizada no Brasil colonial onde foi rebatizada como Luiza. A obra com dois anos de pesquisa detalhada, levou um ano para ser escrita e mais dois sendo revisada e reescrita – enquanto hoje autores tanto veteranos quanto calouros se cobram produzir dois ou mais romances ao ano ou terminar um livro inteiro em poucas semanas, tal qual uma máquina o faria.

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Pessoalmente sobre o processo criativo de “Um Defeito de Cor” posso afirmar com base em na já citada palestra com a autora – que tive o privilégio de assistir em 2017 – o fato de que estamos diante de um dos tipos de processos criativos que se torna cada vez mais raro seguindo o que acompanho no mercado editorial atual: onde além da pesquisa feita para desenvolvimento da história, temos também uma autora que de fato se envolveu à nível emocional com sua obra.

Visto que no supracitado evento, Ana Maria afirmava estar tão inserida em sua história ao ponto de “adoecer quando a personagem adoecia” e ao andar pelas ruas “imaginar cenas e diálogos de personagens ao se deparar com prédios históricos”, tal qual eles fizessem parte de seu cotidiano. Envolvimento íntimo entre autora e obra que me toca de forma maravilhosa e ao qual eu muito me orgulhei por saber ainda ser capaz de existir na literatura nacional contemporânea vindo de uma autora consagrada.

Cito ainda que a autora disse em entrevista à Revista Cult há alguns meses, estar preparado a sua primeira peça que trata sobre “o papel da mulher em uma posição profissional de poder numa sociedade paternalista”, intitulada “Tchau, querida!”, sobre a qual creio ser de suma relevância a menção neste artigo, embora eu não possua ainda mais informações sobre tal  espetáculo em andamento.

Numa escala de afetividade pessoal, creio ter me apegado à supracitada escritora também por ter sido uma das poucas apoiadoras do movimento negro que ao conversar comigo sobre minhas próprias questões raciais (sim, ela me foi acessível e gentil a tal ponto ou eu tive um pouco de sorte), me fez me sentir REALMENTE à vontade para  me colocar sem ter de deixar de ser exatamente quem Eu sou – sendo eu também Negra, porém mestiça e filha de pai negro e mãe branca, não me sentindo nunca bem diante de muitos militantes que sempre tendem a me olhar com desconfiança pela minha  preferência em me manter fluida entre ambas identidades raciais, sem modificar minha aparência e estilo (não característicos da cultura afro),  e sem abandonar minhas paixões tanto musicais quanto  literárias de cunho nas origens europeias para adicionar e valorizar as de cunho africano, após descobrir nos últimos anos que AMBAS me apeteciam.

Uma vez que para quem me conhece sabe que não sou de bajular qualquer pessoa, dentro ou fora da literatura – pelo contrário, costumo criticar às vezes até a quem me é relevante para bem ou para mal – para terminar de ilustrar porque deixo aqui escritas estas linhas, segue para finalizar o trecho dito por Ana Maria na entrevista da revista Cult, a qual nunca pode faltar quando falo dela, pois me representa e me toca de maneira visceral :

“Eu não quero me confundir com esta sociedade. Eu quero ajudar a criar um novo modelo de sociedade, que parta da fissura, do quebrado. Depois de ser restaurado com pó de ouro, o objeto é mais valioso. Nossas vozes e nossas ideias são pó de ouro.”

 

Sobre ser Ovelha Negra…

… serve também para outros agrupamentos onde entramos vida à fora, não somente o familiar… E como já dizia Lê R. anos atrás: “Temos direito à voz, então gritamos. Temos direito à liberdade, então voamos. Temos direito ao livre arbítrio, então somos felizes. ” …e exatamente é ESTA a essência de uma Ovelha Negra…

§§§

“As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes. Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se. A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas? Quem criaria novos ramos? Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua”raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore. Tu és o sonho de todos os teus antepassados.”

(Texto brilhante de Bert Hellinger)